Brad Pitt enfrentou uma das maiores barreiras de sua carreira após o lançamento de Sete Anos no Tibete (1997). O filme, que retrata a jornada do montanhista austríaco Heinrich Harrer durante a ocupação chinesa no Tibete, gerou uma resposta tão intensa do governo da China que resultou em uma proibição de 20 anos contra o astro – junto com o diretor Jean-Jacques Annaud e o coadjuvante David Thewlis.
Por Que Hollywood Trem diante da China?
O mercado chinês é um campo minado para produções estrangeiras: 45% dos filmes de Hollywood sofrem cortes ou banimento total, segundo dados do China Film Insider. Sete Anos no Tibete tornou-se caso emblemático dessa relação conturbada. Com orçamento de US$ 70 milhões, o longa arrecadou US$ 131 milhões globalmente – desempenho que críticos atribuíram à narrativa “visualmente deslumbrante, mas emocionalmente superficial”.
O Preço de Retratar o Tibete
A trama mostra Harrer (Pitt) envolvido com a resistência tibetana contra a expansão chinesa nos anos 1950, incluindo cenas que comparam o expansionismo chinês ao nazismo. A representação acionou um mecanismo raro: além de banir o filme, as autoridades:
- Bloquearam a entrada de Pitt no país até 2016
- Excluíram sua conta no Weibo em 2013, apesar de 500 mil seguidores em 48h
- Vetaram menções ao filme na imprensa estatal
Efeitos Colaterais na Carreira de Pitt
Enquanto a China fechava portas, Pitt consolidava seu status em Hollywood com:
- Clube da Luta (1999) – Cultuado como crítica à sociedade de consumo
- Onze Homens e Um Segredo (2001) – Sucesso comercial global
- Bastardos Inglórios (2009) – Indicado a 8 Oscars
O veto chinês, porém, limitou sua atuação no maior mercado cinematográfico do mundo – até a virada em 2016.
O Retorno Triunfal (Com Silêncio Estratégico)
Em 2016, Pitt desembarcou em Pequim para promover Aliados, drama da 2ª Guerra com Marion Cotillard. Em entrevistas e programas locais:
- Nenhuma pergunta sobre o Tibete foi permitida
- Fotos com fãs viralizaram no Weibo
- Seu passado controverso foi estrategicamente ignorado
O episódio revela o jogo geopolítico por trás do entretenimento – onde até megastars são peças em tabuleiros maiores.
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