30 de agosto de 2025
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Europa afundou 200 mil tambores radioativos no Atlântico entre 1946 e 1990 — após décadas, recuperação começa

Entre os anos de 1946 e 1990, uma prática considerada impensável hoje foi adotada por diversos países europeus: o despejo de resíduos radioativos no fundo do oceano Atlântico. Estima-se que mais de 200 mil tambores, contendo materiais de laboratório, luvas, amostras contaminadas e resíduos radioativos, foram lançados nas profundezas da região, a mais de 4 mil metros de profundidade. Essas ações ocorreram em uma era em que os critérios de segurança e responsabilidade no manejo de resíduos nucleares eram significativamente diferentes, refletindo uma prática que hoje é condenada internacionalmente.

Agora, após décadas de impacto silencioso, a França se prepara para avaliar os possíveis danos causados por esse legado tóxico. A iniciativa busca entender os efeitos de longo prazo na biodiversidade marinha e na saúde pública, além de abrir espaço para debates sobre a necessidade de recuperação ambiental de áreas contaminadas pelo descarte de resíduos radioativos.

Contexto e impacto do descarte de resíduos radioativos no Oceano Atlântico

O descarte de resíduos radioativos durante essa época foi realizado como uma solução para o gerenciamento de resíduos gerados por laboratórios, centrales nucleares e atividades militares. Apesar de muitos dos isótopos presentes, como o césio-134, terem meias-vidas curtas, a interação contínua desses materiais com o ecossistema marinho apresenta riscos que ainda não são totalmente compreendidos por cientistas. Além disso, o impacto acumulado da radiação no ambiente marinho pode afetar espécies protegidas e a cadeia alimentar oceânica.

Operação de mapeamento e estudo dos resíduos

Para compreender melhor a extensão desse legado tóxico, a missão NODSSUM, organizada pelo CNRS (Centro Nacional de Pesquisa Científica da França), inicia em junho. Essa operação não visa a remoção imediata dos tambores, mas sim mapear suas localizações, avaliar o estado de integridade e entender os efeitos de longo prazo na saúde dos ecossistemas. Trazer esses dados é fundamental para orientar futuras ações de remediação e formular políticas de manejo de resíduos nucleares.

Utilizando o submarino robótico UlyX, capaz de operar até 6.000 metros de profundidade, a primeira fase envolverá sobrevoar os barris a cerca de 70 metros de altura, capturando imagens com câmeras HD, sonar de alta resolução e criando um mapeamento detalhado do terreno oceânico. Além disso, serão coletadas amostras de água, sedimentos e parte da biota marinha ao redor, para análise dos impactos ambientais causados pelo lixo radioativo.

Na segunda fase, prevista para 2026, o uso de robôs como Victor e Nautile facilitará a aproximação dos tambores, permitindo a coleta de amostras ao redor deles. Essa etapa será crucial para avaliar se a remoção dessas estruturas é viável, embora envolva desafios logísticos, recursos consideráveis e protocolos de segurança rigorosos, dada a complexidade de se lidar com resíduos perigosos em profundidades extremas.

Embora muitos dos isótopos presentes, como o césio-134, tenham meias-vidas curtas, especialistas alertam que o impacto cumulativo da exposição contínua às radiações e sua interação com o ambiente marinho ainda não foi totalmente mensurado. A preocupação maior reside na possibilidade de produtos de decaimento radioativo causarem efeitos tóxicos a longo prazo na biodiversidade oceânica.

Proibida desde 1993 pela Convenção de Londres, essa prática de descarte de lixo radioativo evidencia os riscos do manejo irresponsável de resíduos nucleares no passado. A missão francesa representa uma janela valiosa para estudo científico, permitindo avaliar até que ponto o legado do século XX ainda ameaça o meio ambiente e a saúde pública.

“Essa iniciativa oferece uma oportunidade única de compreender por que esse legado tóxico ainda representa um risco invisível tanto para o ecossistema quanto para as futuras gerações”, afirma especialista em poluição marinha.

Além de buscar soluções para mitigar os impactos atuais, o projeto reforça a importância do manejo responsável de resíduos nucleares na atualidade. A experiência serve de alerta para políticas globais que visem a segurança ambiental e a proteção dos oceanos contra a contaminação de origem humana.

Leia também: Geração Z da China tem tanta vergonha do desemprego que vai para escritórios falsos e finge que trabalha.

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