Meta prepara nova rodada de demissões com avaliação mais rígida
Nos últimos anos, a Meta tem adotado uma estratégia de racionalização da sua força de trabalho, com foco na produtividade, na eficiência e na adaptação às rápidas mudanças tecnológicas. Recentemente, vazamentos revelaram um aumento na classificação de funcionários na categoria ‘abaixo das expectativas’, sinalizando uma intensificação na política de cortes internos e de reestruturação da equipe.
De acordo com um memorando interno do Business Insider, a empresa passou a exigir que gerentes classifiquem de 15% a 20% de suas equipes nesta categoria, um aumento em relação aos 12-15% do ano anterior. Essa medida afeta especialmente equipes com mais de 150 colaboradores e faz parte de uma estratégia mais ampla para eliminar os elementos considerados fracos, sem a necessidade de anunciar oficialmente novas demissões em massa.
Pressões internas, avaliação de desempenho e banco de talentos para cortes futuros
Mesmo sem uma comunicação oficial de uma nova onda de demissões, o memorando reforça a ideia de que a avaliação de meio de ano serve como uma oportunidade para decisões de saída. Essa política de avaliação mais severa já havia sido testada no final de 2022, quando a proporção de funcionários considerados ‘de baixo desempenho’ dobrou na empresa, reforçando a tendência de cortar rapidamente quem não atinge as metas estabelecidas.
Segundo fontes, Mark Zuckerberg mantém uma lista de funcionários que podem ser convidados a retornar à empresa após cortes e reestruturações. Com isso, a Meta busca criar uma cultura de alta performance, na qual o desempenho é fundamental, e a rotatividade de pessoal é constante para abrir espaço a talentos mais produtivos, especialmente no contexto de avanços em inteligência artificial e automação.
O impacto das demissões na cultura corporativa
Desde 2020, a gigante da tecnologia já dispensou aproximadamente 35 mil funcionários, incluindo 4 mil apenas no começo deste ano — uma prática que parece se consolidar como procedimento recorrente. Essa estratégia, que disfarça uma política de cortes contínuos sob a justificativa de meritocracia, reflete uma tendência observada em outros grandes atores do setor, como Microsoft e Google, que também ajustaram sua força de trabalho para atender às novas demandas tecnológicas.
Na Meta, essa postura gera uma hierarquia rígida, acompanhada de metas numéricas extremamente exigentes e alta rotatividade de funcionários. Avaliações negativas carregam o estigma de uma possível demissão, criando um ambiente de alta pressão, competitividade e insegurança interna.
Contexto mais amplo no setor de tecnologia
Com a crescente pressão por otimização de custos, muitas empresas de tecnologia vêm reforçando o uso de critérios de desempenho como principais elementos para cortes e reestruturações. Essa tendência deve se intensificar nos próximos anos, especialmente com a expansão da inteligência artificial e automação, que demandam equipes cada vez mais especializadas, qualificadas e produtivas.
As ações da Meta indicam que, apesar das declarações de Zuckerberg de que nenhuma onda oficial de demissões está prevista, a ênfase na avaliação de desempenho e na rotatividade deve permanecer como estratégia central na evolução da gigante das redes sociais.